Gestão
A teleconsulta acabou. E o prontuário ainda está em branco?
Link que não abre, arquivo perdido e registro para fazer depois: veja como deixar a teleconsulta mais leve antes, durante e depois da chamada, e onde a IA pode ajudar de verdade.
Por João Fonseca 5 min de leitura
Teleconsulta em vídeo ao lado do rascunho da Zoe com queixa, sintomas, medicações e conduta para revisão
A chamada termina. Você se despede do paciente, fecha o vídeo e... ainda tem trabalho pela frente. Escrever o registro, conferir um documento, lembrar a recepção de mandar uma orientação, achar aquele exame que ficou em outra tela.
Registrar o atendimento faz parte da profissão, não tem jeito. A questão é outra: quanto tempo você perde procurando informação, repetindo coisas e correndo atrás do que ficou pendente?
Se isso acontece em quase toda teleconsulta, o problema não é você. É o caminho que o atendimento percorre. E esse caminho tem três momentos.
Antes, durante e depois
- Antes: o paciente consegue entrar e as informações dele estão à mão.
- Durante: histórico e documentos ficam fáceis de acessar.
- Depois: o registro é revisado e as pendências vão para quem precisa resolver.
Vamos ver como deixar cada um deles mais leve.
1. Antes da chamada: acabe com o "não consigo entrar"
Poucas coisas atrasam tanto uma teleconsulta quanto o paciente perdido tentando abrir o link.
Confirme se ele recebeu o link, sabe a hora de entrar e tem a quem pedir ajuda se algo der errado. Combine também quem da equipe cuida desses problemas e como o profissional fica sabendo.
Do seu lado, confira se os exames e documentos do paciente já estão no lugar certo antes de começar. Quando cada arquivo chega por um caminho (um no e-mail, outro no WhatsApp), o começo da consulta vira caça ao tesouro.
E se você é médico, lembre: a Resolução CFM nº 2.314/2022 prevê o registro do atendimento em prontuário e a autorização do paciente para a teleconsulta. Vale colocar isso dentro da rotina, para não depender de memória.
2. Durante: repare em quantas vezes você sai da chamada
Faça uma simulação com dados de mentira. Abra o histórico, consulte a anamnese, prepare um documento. E conte quantas vezes precisou sair de uma tela, procurar um arquivo ou digitar algo de novo.
Nem toda troca de tela é problema. O que pesa é aquela que faz você perder o fio da conversa ou refazer trabalho.
Outra dica: combine como a equipe anota as pendências administrativas. Cada uma precisa de um responsável e de um próximo passo. Assim você não precisa lembrar de avisar alguém depois do último paciente do dia.
Na telemedicina do WCare, o vídeo continua aberto enquanto você consulta o prontuário, a anamnese e os documentos do paciente. Nada de minimizar a chamada ou ficar alternando entre sistemas. E o paciente entra direto pelo navegador, com um link só dele.
3. Depois: a IA ajuda, mas quem assina é você
Ferramentas de inteligência artificial prometem acabar com o tempo gasto no registro. E podem ajudar bastante. Mas é bom entender o que cada uma entrega de fato:
- Transcrição: o texto do que foi falado. Pode ter erros e deixar coisas de fora.
- Rascunho organizado: as informações importantes separadas, prontas para você conferir.
- Registro final: o que você revisou, aprovou e colocou no prontuário.
Ao avaliar uma ferramenta, veja se dá para editar o rascunho, corrigir o que estiver errado e escolher o que entra. Um texto bem escrito ainda precisa bater com o que aconteceu na consulta.
Pergunte também quando o material fica pronto. Nem toda ferramenta funciona durante a chamada.
E fique de olho em um ponto: precisa ficar claro o que já foi revisado, o que já está no prontuário e o que ainda falta assinar.
Exercício: desenhe a sua teleconsulta do começo ao fim
Use uma teleconsulta simulada, ou observe a rotina sem copiar dados de pacientes para planilhas e papéis soltos. Para cada etapa, anote:
- O que precisa ser feito e quem faz.
- Onde está a informação necessária.
- O que fez a tarefa demorar ou ser repetida.
- Como a equipe sabe que aquela etapa terminou.
Escolha a dificuldade que mais se repete e comece por ela. Depois de um tempo, veja se você está procurando menos informação e se os registros estão sendo concluídos. A ideia é facilitar sem perder a qualidade do atendimento.
Como o WCare deixa a teleconsulta mais leve
Na telemedicina do WCare, tudo acontece na mesma tela: vídeo, prontuário, anamnese e documentos. O paciente entra pelo navegador, com um link pessoal.
E com o adicional Registro da conversa, a Zoe, assistente de IA do WCare, transforma a transcrição da consulta em um rascunho organizado, fora do prontuário. Você revisa, ajusta e aceita. Só então o conteúdo entra no prontuário, e a assinatura continua sendo um passo seu, separado. O rascunho não é gerado em tempo real, durante a chamada.
Telemedicina e Registro da conversa são contratados separadamente. O adicional tem uso justo de 200 consultas por mês.
Quer ver como isso funciona na rotina da sua clínica? Fale com a equipe WCare.