Gestão

Quanto custa o “deixa que eu resolvo” do dono da clínica?

Cada aprovação rápida parece não custar nada, mas somadas viram horas do dono e equipe parada. Veja como descobrir quais decisões podem sair da sua mesa e como passar a primeira.

Por Aline Luana 4 min de leitura

Pedidos aguardando aprovação do dono, um relógio marcando 6 minutos por vez e um combinado em que a equipe decide a reposição de material

Pedidos aguardando aprovação do dono, um relógio marcando 6 minutos por vez e um combinado em que a equipe decide a reposição de material

Você reservou meia hora para decidir se renova o contrato de uma sala. Antes de abrir a proposta, a recepção aparece pedindo autorização para repor material de escritório. O fornecedor é o de sempre, o preço está dentro do combinado e a compra cabe no orçamento.

Você diz "deixa que eu resolvo", faz o pedido e volta para o contrato. Foram poucos minutos. Mas, na semana que vem, quem vai cuidar da próxima compra?

Se a resposta é "eu de novo", o problema não é a compra. É que a decisão continua dependendo de você, mesmo quando a equipe já sabe o que fazer.

Quanto custam seis minutos por vez?

Faça uma conta com números fictícios:

  • 5 decisões administrativas por dia;
  • 6 minutos cada uma;
  • 20 dias úteis no mês.

Isso dá 10 horas por mês. Se, só para planejar, você atribuir R$ 100 à sua hora de gestão, são R$ 1.000 do seu tempo gastos em aprovações que poderiam seguir sem você.

E essa conta ainda está incompleta, porque mede só o seu tempo. Para enxergar o resto do custo, pergunte à equipe o que ficou parado esperando enquanto você estava atendendo.

Por que a decisão continua chegando até você?

Durante uma semana, anote cada pedido que chega até você e, ao lado, por que precisou entrar na história. Na maioria das vezes, o motivo é um destes:

  • Falta de informação: você sabia algo que a equipe não sabia.
  • Falta de acesso: só você enxergava o orçamento ou o saldo.
  • Falta de permissão: todo mundo sabia o que fazer, mas estava esperando o seu "pode".

Cada motivo pede uma solução diferente. Informação se resolve explicando o critério. Acesso se resolve mostrando onde consultar. Permissão se resolve combinando um limite claro.

Qual decisão a equipe pode assumir amanhã?

Volte à compra dos materiais. Ela é uma boa candidata porque se repete, tem fornecedor conhecido e cabe num valor previsível. Combine com a pessoa responsável:

  1. O que ela pode fazer sozinha: repor os itens da lista, com o fornecedor aprovado, dentro do limite mensal.
  2. Quando a decisão volta para você: se o preço mudar ou aparecer um item fora da lista.
  3. Onde conferir e onde registrar: mostre onde ver o saldo e combinem onde a compra fica anotada.

Assim a equipe não precisa adivinhar o que você faria, e você não perde de vista o que está sendo gasto.

Como saber se deu certo?

Na próxima reunião, revisem juntos o primeiro pedido feito desse jeito. Se a pessoa conseguiu decidir sozinha e sabe explicar o critério que usou, você acabou de tirar uma aprovação recorrente da sua agenda.

Depois, repita com o próximo pedido da sua lista. Uma decisão por vez, a clínica aprende a andar sem esperar por você.

Como o WCare ajuda nessa passagem

Delegar fica mais fácil quando a informação está no mesmo lugar para todo mundo. No WCare, a equipe consulta o financeiro e o estoque sem precisar perguntar para você, registra as compras e acompanha as tarefas em quadros com checklist e comentários, conforme os módulos contratados.

E, se você quiser ajuda para organizar essa rotina, a consultoria do WCare apoia na definição de quem registra o quê dentro do sistema e de quais relatórios acompanhar.

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